Em Jataí:

Jovem é preso suspeito de agredir motorista com barra de ferro.

Um jovem foi preso suspeito de bater em Jhonny Max da Silva Tomasczeski com uma barra de ferro, após um acidente de trânsito em Jataí, no sudoeste goiano. Inicialmente, acreditava-se que os ferimentos eram em decorrência da batida, mas uma câmera de segurança registrou a agressão. Segundo a Polícia Civil, Jhonny ficou em estado vegetativo.

O delegado responsável pelo caso, Elexandre Cézar Rossignolo, informou que um dos agressores se trata de Paulo André Batista Morais, também de 23 anos e que trabalha como montador de forro PVC. O rapaz foi preso na quinta-feira (21), quando chegava em casa, em Jataí.

De acordo com o delegado, Paulo André ficou em silêncio durante o interrogatório e ainda não tinha apresentado um advogado. Até a publicação desta reportagem, o outro homem que aparece nas imagens não havia sido localizado.

Agressão
O acidente aconteceu às 3h30 em 17 de fevereiro. O vídeo registra a batida e que o automóvel que a vítima dirigia, um Volkswagen Santana, sai da pista.

Logo depois, um dos ocupantes do outro carro, um Volkswagen Gol, atravessa a avenida e se encontra com Jhonny. Juntos, eles caminham até o veículo que ficou parado no meio da via.

Em seguida, os dois ocupantes do outro carro envolvido dão chutes e socos na vítima. Jhonny desmaia e, mesmo assim, continua sendo agredido.
O delegado acredita que os agressores só pararam de bater no motorista porque outras pessoas se aproximaram.

“O vídeo mostra que eles param subitamente de bater porque vem vindo uma luz. Se não viesse alguém, eles também teriam fugido”, acredita Elexandre.

Versão de acidente
Os dois agressores continuaram no local e chamaram o Corpo de Bombeiros para que resgatassem o motorista. Segundo o delegado, os homens alegaram às testemunhas e aos socorristas que a vítima se feriu em decorrência do acidente.

Jhonny foi levado ao Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás, na região sudoeste do estado, de onde recebeu alta no último dia 18 de março. Conforme a polícia, a família estranhou o fato de as lesões estarem concentradas na cabeça de Jhonny e por o corpo dele estar longe do carro.

“A mãe dele é enfermeira e foi visitá-lo. Conversando com os médicos, eles começaram a desconfiar que não tinham lesões que indicassem ferimentos pelo acidente, não tinha nenhum arranhão no corpo, apenas na cabeça”, contou o delegado.

Investigação
No dia seguinte ao acidente, os parentes registraram o caso no Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Os agentes encontraram as imagens da câmera e chegaram à identificação de Paulo André.

Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz se apresentou para a Polícia Militar, no dia do acidente, como o motorista do carro. No entanto, ainda não é possível afirmar se ele realmente conduzia o automóvel e quem é ele na gravação.

Para o delegado, o motivo da confusão realmente foi o acidente. Conforme a situação dos carros, Elexandre crê que Jhonny bateu o veículo dele na traseira do veículo dos agressores. A colisão aconteceu logo depois de eles saírem de uma festa.

“Eu acredito que a agressão foi em decorrência do acidente em si mesmo, da fúria naquele momento. Eles estavam saindo de uma festa, mas, pelo que levantamos, não se conheciam, não tinha motivo anterior ”, disse o delegado.
Paulo César foi levado ao presídio de Jataí. Ele e o outro ocupante do carro devem responder por tentativa de homicídio qualificada por motivo torpe e por não dar chance de defesa à vítima. Segundo o delegado, se condenados, podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.

(Fonte: G1)