INTERNET NO CAMPO:

A revolução digital chegou de vez ao agronegócio brasileiro

Máquinas que se comunicam sem interferência humana, trocando dados pela rede, já são realidade no campo e podem ajudar a melhorar produtividade agrícola

A internet já trouxe muitas melhorias e facilidades para o campo, e, no futuro os equipamentos agrícolas terão cada vez mais sensores conectados à internet. A inteligência artificial aplicada à agricultura pode melhorar os processos produtivos e apoiar a tomada de decisão pelo agricultor, reduzindo custos e trazendo mais rendimento.

A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) deve movimentar US$ 8 bilhões no Brasil este ano, segundo a empresa de pesquisa IDC. Estima-se que os objetos interconectados estão presentes em 10% dos lares brasileiros. Desde geladeiras, relógios, televisores e automóveis, há uma série de “coisas” que se conectam enviando e recebendo dados on-line. Carros autônomos, robôs e máquinas inteligentes, que conversam entre si, podem gerenciar o uso de energia e insumos, tornando o processo produtivo mais eficiente.

Segundo o Portal do Agronegócio: A aplicação da tecnologia de IoT permite fazer uma melhor gestão do uso da energia elétrica ou ainda controlar o tráfego de veículos nas grandes cidades, entre outros casos. O conceito de “smart cities” inspirou o das fazendas inteligentes. Nelas os processos de gestão e produção estão integrados. Com os sensores instalados em máquinas agrícolas, é possível obter uma série de informações do solo, por exemplo, que podem orientar as ações de correção de acidez, irrigação e plantio.

Investir em inovação ajuda o produtor rural no controle de riscos de sua produção e aumenta o número de informações sobre sua propriedade, uma estratégia para o aumento de produtividade. Indo além das tecnologias conhecidas, empresas já estão investindo na IoT para seus clientes terem informações ainda mais precisas sobre suas culturas e plantações.
O avanço na área de agricultura de precisão, com sensores instalados nos equipamentos e conectados em rede, indica que a agricultura do futuro deverá ser cada vez mais apoiada pelo conhecimento científico, de acordo com a Embrapa Informática Agropecuária. 

O Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado pelo governo no final de 2017, busca acelerar a implementação da IoT em quatro áreas prioritárias: cidades inteligentes, saúde, agricultura e indústria. A previsão é de que essa implementação gere um impacto de até US$ 21 bilhões na agricultura até 2025.

“A ideia é que o Brasil, além de fomentar esse mercado para ajudar o produtor rural a melhorar a sua produtividade, seja referência em IoT na agricultura tropical. Então é a internet das coisas sendo aplicada para capturar dados de drones, imagens de satélites, sensores e colheitadeiras automáticas, usando todas essas informações para melhorar desde o plantio até o armazenamento e a logística de toda a cadeia produtiva”, afirma a Embrapa Informática Agropecuária.

CAMPO CONECTADO

De acordo com o portal: Por dentro do Agro, as soluções para o agro incluem monitoramento online em tempo real, permitindo ao produtor ter dados sobre clima, tempo, solo e pragas. Com a IoT, os dados podem ser integrados ao sistema de gestão das fazendas, facilitando a tomada de decisão dos gestores no dia a dia. A inserção da Internet das Coisas no agronegócio proporciona vantagens para os produtores, mas também abre novas portas para o mercado.
Buscando facilitar a vida de quem gerencia grandes empresas agrícolas, já tem empresa pensando além: um software que integra dados de insumos que estão em falta com tabelas de futuras compras, já é realidade. Com novas soluções, empresas podem oferecer tecnologias mais completas para seus clientes, tornando o mercado agrícola cada vez mais competitivo e vantajoso para o produtor.

QUEM E ONDE?

Ainda existem quesitos que preocupam as empresas fornecedoras de tecnologias movidas à IoT. Muitos locais onde as tecnologias são introduzidas, existe uma carência de sinal de internet de qualidade, o que dificulta o envio de dados em tempo real. Desta forma, é necessário o armazenamento de informações para envio tardio. A ferramenta funciona, mas não com a mesma eficiência que teria se usada da forma que foi planejada.

Outro fator, é a capacitação da mão de obra. Novos equipamentos e tecnologias exigem treinamento de funcionários para o correto uso de suas funções. A capacitação da mão de obra, quando feita,  é um ganho para o produtor e para o trabalhador, que tem a possibilidade de adquirir experiência e agregar valor ao seu trabalho.

CAMINHO CERTO

As dificuldades existem, mas a inclusão da IoT no agronegócio é o caminho para a evolução. Líderes estão cada dia mais empenhados em tornar seus negócios eficientes e super produtivos, e já enxergam a necessidade e utilidade da modernização para alcançar seus objetivos.

A sucessão de liderança também tem sido outro fator importante para mudança de mentalidade do produtor. Novas gerações querem, cada vez mais, entregar produtos com custo menor de produção, mas com qualidade superior. Uma força a mais para a modernização do agro.

Fonte: (Gazetaonline.com)